sexta-feira, 9 de outubro de 2009

De retina suada e alma alvejada por projéteis eletrônicos, enguli os pacotes governamentais como se fossem feriado de manhã. Enforquei a sintaxe com coleira de fio dental e repeti passo a passo do disse me disse dos vegetais. Fiz que reconhecia a pontuação pálida fúnebre e sorri cerrado quando ele me reticenciou. Num desacato do tempo, peguei a pena que va g  a   r   o   s    a  mente caía e num movimento angular dei espirro para a parede que se alongava em mim. Sem nó, nem piedade fiz carinho nos tijolos que erguiam ocas e páginas vazias. Para fingir que eu também mentia afiei os dentes num tango de língua e saliva marinada.
- vamo voa?
- eu num voo só nado.
- só. se nada?
- eu, nada.

4 comentários:

b.m disse...

eu sabia que tinha asas nessa história.

Sabrina Gahyva disse...

tinha membros superiores do mesmo tamanho das coisas que não se mexiam na cidade das 13 pessoas.

fochesatto disse...

eu também.
eu, também.

Anônimo disse...

eu, tudo.