sexta-feira, 18 de setembro de 2009

o dia começa não querendo ser apenas um e nós ainda nem sequer levantamos da cama. o sol nasce especialmente para despertar os nossos corpos - e eu muito sonolenta, estico o meu braço esquerdo em direção a janela e deixo um feixe de luz entrar. o olho como uma mãe olha o seu filho dormir. é assim que gosto de tê-lo, desprotegido e encolhido em meu ventre. ele acorda e se desfaz de sua pose fetal, me diz bom dia e beija a ternura dos meus dedos. eu só sei pensar em amor, sorrio suavemente pensando na acentuação da minha felicidade e o agarro com as duas pernas. o contorno do meu corpo sobre ele. o meu corpo ainda para ele. todos os meus dias poderiam ser assim - se eu realmente quisesse, seriam. eu só sei falar em amor, e está tudo tão preso dentro de mim.

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