sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Dama de Joguetes



Don Fernão estava apaixonado por uma dama que gostava de joguetes. Numa dessas, quase caiu no duelo com um nobre brother. Este distinto amigo, também estava encantado pela fria e cruel donzela, que jamais poderia se apaixonar por um deles. Ela gostava de se divertir! Uma desavença entre os dois teria sido tão patética quanto estas palavras de don Fernão em dias de tormenta por este causo:

Parte I

O tanto que te quero
é o tanto que me rasgas
O tempo passa meus meses
e parece, às vezes,
que será o mais cruel.

Cruel pouco é bobagem,
tem uns caminhos
que às vezes eu sinto,
quase nos olhos,
lacrimejantes de pensar
que se fosse uma batalha
queria escolher meus inimigos,
pelo menos...

Parece que quem escolhe
também tem que deixar o caminho escolher
e nisso um pouco morre
em favor de um amor
que se queira viver.

De onde eu tiro a guia
que vai me mostrar
a força mais suave!?
que me dê só o equilíbrio
de converter defesa em golpe,
de converter tristeza
em boa sorte.
Conceber-te em beijo forte.

Parte II

O duelo será
uma partida de tênis
um destro, um sinistro
um de rápida, um de lenta,
lado grama, lado saibro
duelarei que não me sobro
e tua imagem me alenta.

Um não safará do coração
muito partido
e temo pelo meu,
mas não tem mais volta
tenho um compromisso com a vida.

Imagem de Abigail Kamelhair

2 comentários:

c qué vê escuta disse...

dama...
joguetes...
quero valer quatro!
quero valer sua alma!

Sabrina Gahyva disse...

ouvi dizer que tem gente pelas bandas de lá cultivando desse equilíbrio que converte. converte iniciativa em roda e viva em viola gigante.