terça-feira, 24 de agosto de 2010

meo eucípedes,

Antes de procrastinar sobre a aplicação de recursos naturais em rasos planos fictícios de participação, sinto-me na obrigação de te dar satisfação. Já disse que não sou mulher de comprar concordância, mesmo assim, te ofereço dois dedos daquele singular conhaque Yawalapeti para que durante o esclarecimento você possa repartir as exclamações em pequeníssimos pontos finais.
Primeiro reitero minha ponderação sobre as deliberações orçamentárias. Prefiro me abster da alteração da redação para a construção do novo estacionamento de triciclos, isso porque concordo com você sobre a loucura, tanto que já estou há seis anos sem dormir. Em segundo (s) informo que mesmo após ter sido punida pela coligação continuo fiel à inversão de tempos verbais. Partilho do entendimento que institucionaliza as mudanças climáticas. Até entendo que a seqüência de falta de chuvas torne inoperante qualquer árvore que se preze, entretanto não creio que todas as tulipas sejam de plástico. Por último admito que o tempo seco e as pautas suprapartidárias me converteram em pura calda de tampar buraco.  
Passo o dia plantando notícias não renováveis e nas horas vagas, tampo o Sol com a peneira. Longe de mim lamentar até porque meu direcionamento é propositivo. Proponho, portanto, a retirada da estrofe desértica e sua imediata substituição pelo trecho no qual ursos polares que riem altíssimo são elevados à condição de cidadãos.
Se me permite mais uma, e a última, condensação, sugiro que caso os tijolos te pesarem as pernas durante a flutuação não hesite em desamarrar as cordas, pois, o último verso sempre pode esperar mais um pouco.

escafandrista: @4rthr

14 comentários:

Anônimo disse...

perdido nas fossas abissais.

Anônimo disse...

oq me atrai é a burocracia dos fatos

Anônimo disse...

Sempre que posso concordo.

fochesatto disse...

se o anônimo estivesse aqui ele ia dizer algo.

Anônimo disse...

o charme é nato do anonimato

Anônimo disse...

uma correção:eu, nesse caso,sou (anonima)

Anônimo disse...

vocês estão loucos

árvore disse...

Fazem sete anos que não durmo.

pedrinha disse...

da minha poesia sonho realidade.

fochesatto disse...

quem, senão vocês, me ensinaria a contar - a sem-vergonhice que é não ter dedos para?

árvore disse...

seus dedos, meo, estão com os dias contados

Salamandra Malandra disse...

Faça um comentário, diz o Google. Faço?

Salamandra Malandra disse...

Marcadores me mordam. Passar um dia debaixo de um smart-phone pé de laranjeira do teu lado a ver desenhos grego-lusitanos em dias de avenida vazia seria o must, Robin!

árvore disse...

aqui em Confresa todo dia é dia de avenida vazia.