segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Pú-bico


(Zero) ºª╣
Um fiapo de luz se embrenhou numa fresta fina e lúcida
Requerendo tempo entre suas constelações, foi-se aos poucos a caminho do mar, como quem vai de vez entregar o pesar de mil peitos a chorar.
(invejosa/caridosa/maldosa)

START de um cheiro sem fim

Uma pequena luz se fez presente naquele corredor - que apontava uma escada abaixo, do outro lado /
Ali, naquele momento, nada lhe garantia o céu quando a arisca luz se fez ausente ao longe, no firmamento.

Tengo una objeción! Esperneou sabe se lá quem.
- Talvez fosse ninguém mesmo, como costumam ser esses dias opacos e sem febre, sem graça.

A infelicidade que outrora caminhava parceira de horas fiat lux em mil sentidos de alegria agonizante, caminhou entre fachos de clarão (eternos caminhos d’ouro) e arborizou sentidos de concreto.

PON DE REPLAY (side two)

(1) – E entre línguas afiadas ela novamente se fez fóton: queimando tal qual uma fênix,
para finalmente poder brilhar. Era vista novamente, subindo degrau a degrau. Fez curvas nos olhos do espectador solitário da vida. Estava a admirar sua nova companhia.

Um feixe de luzes!

A luz de todos os sóis invadiram aquele quarto. Aquele dia. (O vento à janela).
Salamandras convidaram ondinas e fadas para saltitar em graça. Saltitaram então todas emocionadas e sopravam cânticos de atrofia.
Chistes surdas se faziam sentir, entre sentidos agora já não mais precisos. A necessidade de clareza já não se fazia mais incandescente.

Já não era mais luminária de si mesma; por que for the very first time a casa da razão deixara de ser ocupada pelas trevas.
O amor deu lugar a razão. (Cocoricóóó!!!)
Os amores caíram em desuso. (Finally.)
As portas já não cantavam mais canção. Alguma.
O ardor do peito já não se chamava mais paixão.
Tudo culpa da razão. (guilty!!!)
desse brilho agosto e eterno do iluminismo burguês que nos assombra como que para sempre;
dessa raza consciência de viver sobre dois pés, dois mundos, dois cursos.
O do medo e o da razão.
Já não se é mais permitido o costume do amor e suas entre-linhas entre-vadas entre-mortas entre-claras. O corpo já se cansou de séculos de negrume/trevas/espera&desejo.
Todos querem o doce do algodão.

A razão, a mãe de todas as luzes, se engavetou na cabeça dos homens.

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MURO das SOFREGUIDÕES

Ohhh, pobre dos homens sofridos rastejantes sem fim, a fixar seus olhos no chão, com receio de nunca encontrar seus sonhos. Encarem a vida homens! Encarem o sofrer. Sejam carne destemida, sejam fulgor eterno! Sejam carne/sejam alma.

Cambie para seus próximos, e torne-se um de todos.
(Nós homens, somos um todo. Um corpo, uma só paixão, um só amor. E também uma só luz e uma só escuridão. Portanto, somos dois e somos muitos. Somos o prazer da contradição e o esquecimento da razão - MENtira). Um erário mental pá mim, pu favó.

{inter-texto}
[E de longe, do final do corredor para ser mais exato, onde nascia a temorosa escada, ouviu-se um soneto de voz: Esqueçais a luz, esqueçais a miséria à escuridão. Um vem outro vai, eles se encontram dentro de ti, se misturam fora e se acobertam no frio.]


Do começo ao fim, um não anula o outro: são amantes roseados, parque de flores e abismos acalmados. E são piso e pé.
São o trigo do joio, e o oposto do início. São e deixam de ser ao mesmo tempo que nunca o são: sempre estão. Quesadillas calientes en mi lengua.
A luz, negação suprema do escuro, e sua maior legitimadora.
(amar é novalgina)

A luz que se faz ausente todas as noites para acompanhar os amantes, os bêbados, os párias, os filhas da puta, os filhos de festa. A luz que traz passarinhos à companhia de morcegos, que se entrega em escuridões para se fazer esquecer, novamente. A luz, que se esmera em preposições, concatena situações, num circo semiótico infindável.

- Oh fiapos de luz que se jogam ao mar: tragam a resposta exata sobre o nada!
Nem um canto de merda que se preze merece tanto espaço assim - se pôs o bosta a pensar.

Alf de Maur, Alf de Maur, gritou inconsistente.

(resposta em off): darknesssssssssssssssssssssssssssssssssss................................

4 comentários:

fochesatto disse...

fritex, chupex, zuretex.
trinidade do adendo farmacêucirco.

Salamandra Malandra disse...

como eu sempre digo a minha avó: a paralisia astral dos cílios é cíclica.

eamoun

Sabrina Gahyva disse...

yo aceito.

fochesatto disse...

este comentário foi removido pelo mordedor.