domingo, 15 de novembro de 2009

2:26.am: acordei com um medo no peito. só me recordo do sonho tortuoso e a sensação de estar presa ao corpo mas não ter acesso aos sentidos. um segundo depois fitei com os olhos o que não podia ver: meu quarto vazio que de tão meu se tornara algo estranho a tal ponto de ter certeza que dali não conseguiria mais sair. o silêncio de dentro misturado com o silêncio de fora. amortecida deixei o tanto que tinha guardado transbordar, assim, sem motivo algum. sem ter outro remédio percebi que minha vaga existência sempre se resumiu a simples idéia de nãoprecisardeninguém e é incrível como com o passar dos anos tudo isso começa a te perturbar, involuntariamente. nessa noite eu sentia a falta de e, mesmo assim, ainda resistia em usar a palavra. nada de afeto. estiquei meus braços sobre a cama de solteiro e senti a ausência nos lençóis. translúcida e gelada. não sei como me deixei levar sem freios a esse ponto. errei várias vezes nos cálculos e agora a madrugada vinha assombrar meus sonhos. fechei os olhos e cerrei os punhos.

7 comentários:

pedrinha disse...

quem sabe amanheça imensidão

fochesatto disse...

não tente.

Sabrina Gahyva disse...

como disse um almoço sanguíneo meu: tá faltando vida nesse rio.

Salamandra Malandra disse...

certas pessoas precisam de duas palpebras.

fochesatto disse...

só que certos rios precisam fluir como código morse enquanto outros são apenas estanques como o sangue. de qualquer forma, não tente.

Salamandra Malandra disse...

tryyyyyyy, just a little bit harder. Or don't. Or both. Just don't listen anyone. Or just do it. Buy you a nike. Or a niquel.

fochesatto disse...

or a night knife.