quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Quando você morde minha sombra sinto calafrios na espinha
Me bate um tremor 6 graus na escala richter
Vejo meu mundo desabar
Em claro estado de calamidade pública
Fico desabrigada contando as horas de voltar pra mim
Mas o tempo não melhora e a estimativa é ainda mais catastrófica
Você causa alvoroço
E novamente eu sinto seus dentes me atando a existência
Fico paralisada, paralítica...
sou uma sem-teto, sem-reação
Eu assim desolada, uma sem-endereço, sem-futuro
Preciso de você para reconstruir meu mundo
Para falar que a minha dor é legítima
Se você vai me doar roupas, comida e remédios
Por favor, me mande um vestido estampado por margaridas, um baguncinha e um valium
Essa dor vai ter que valium a pena
Vou precisar também de um abrigo para esse frio na espinha
Melhor, de um guarda-sombras pra eu me precaver desses seus caninos amarelos de café, cigarros e de sorrisos cerrados

3 comentários:

Katyussa Veiga disse...

mordidas de existencia vitaminam a alma..

que coisa bonita!

Lidiane disse...

A gente se entendeu... rs

Anônimo disse...

estatísticas nos revelam tudo que somos quando não somos nada.
Mas e quando se é só uma sombra?
Q matemática calcula um rastro?
a da folhagem, de outono.
Tem teorema pra uma folha vezes uma raiz?
tem teor que mede um ramo
ou uma ema que pisoteia um jardim?
tem sempre um trator esperando présalgado invadir o bolo de chocolate da Grã Bretanha.
Vc desandou pro velho mundo
vc me falou de dopamina
vc veio com essa q eu preciso de chocolate pra me sentir sorriso
pei pei pei, morte aos poetas, viva poeticamente.
Acho q vc finalizou
beijo me ligâm