sexta-feira, 4 de setembro de 2009

nada é perigoso
quando eu aperto meus olhos
nem parou de chover
eu quebrei mais um dente

lá fora as vidas quase pulam o elevado
eu só escuto
bate a gota
fecha a porta
a dor que vem dos próprios
cabelos
desconhece a si mesma

e seus cães não me poderão tocar
não haverá lâmina para joão
ou antônio
cai frio mais um pedaço de ti
sobre a cidade
que acabou de nascer.

3 comentários:

fochesatto disse...

proveta.

Katyussa Veiga disse...

sonhei que tinha pulado o elevado do ilimani,

dia desses.

Anônimo disse...

cidades que vêm de cegonha
q continuam cegas ao concreto incerto e inerte
sinto não ter uma fórmula: vai passar fome filho de uma ema e deum gavião insolente, cagai em nossas cabeças...