terça-feira, 8 de setembro de 2009

A minha soberania
é repartida:
o trigo cresce
solto (como o campo
de girassóis que
acompanha o nosso
olhar maduro)

dormimos e sonhamos
em reinos descampados
de esperança

tudo cresce e
o vinhedo verde
cora os dedos
sem futuro.

Já não sabemos
mais forjar
palavras e tratados
nem temos medo
do escuro

o nosso tempo está
contado

o povo sente
esse cantar
profundo
(o vento leva
os dias arrastados
para além
de todo muro)

as flores se misturam

2 comentários:

Sabrina Gahyva disse...

que bonito isso das flores se misturarem

Julia disse...

Olá Pedrinha!! Conheci teu pai e teu tio na festa de Olímpia/SP. Um bjão. Como está Porto Alegre??? Meu blog é:www.lekabrecho.blogspot.com