terça-feira, 18 de agosto de 2009

Sórdido



Que tolo eu fui.
Carregar a morte dentro de mim.
Uma bomba. Bomba. Movida a sangue, amor e ódio.
Que sina. Que pena.
Carregar uma bomba dentro do peito.
Engraçado. Desastrado.
Um lugar assim tão cheio de um vermelho escarlate, tão pulsante.
Aberto assim, com portas e janelas tão abertas.
E tapetes coloridos.
Com tantos cantos e paredes, com tanto espaço.
Achei que podia carregar nela toda a munição de amor do mundo.
E pus-me a inventar de te amar.
Explodi.

5 comentários:

pedrinha disse...

pra renascer

Sabrina disse...

vi flores brotando nos tapetes coloridos

Katyussa Veiga disse...

peito à golpes de ipê, de pé, de pão..

Salamandra Malandra disse...

é o amor meus queridos, esse querido larápio que faz essa lama de vida brilhar cores.

Burlesca disse...

Eu vejo flores em você, Salamandra...