quarta-feira, 19 de agosto de 2009

(*arte Lucid Rose)
Antes que eu o amarrasse dentro de mim, estilhaçou-se na explosão.
Samambaias começaram a crescer de seus cabelos,
alongando-se em folhas e florestas em céus e superfícies.
Decretou-se que seria para sempre manhã.
Na confusão de verdes e sombras, você me falou da dor que é
“construir e demolir fantasias”.
Para atravessar o rio, pedi ajuda a uma flor seca, amarela.

Desenhamos, então, a vida com nossos próprios lápis de cor.

[éramos inteligentes o suficiente para não perceber nada]

2 comentários:

Katyussa Veiga disse...

e era não
de nada
nem

né?

Salamandra Malandra disse...

e não era nada, porque não é pra ser nada, afinal. não tem começo nem fim. apenas não tem.