segunda-feira, 12 de julho de 2010

Jamais vestira confusões em suas palavras.
O silêncio sempre fora maior
que qualquer imposição de um sentido próprio.

(Para o respeitar do instante
mantém-se
a mesma meditação cautelosa
sobre o dividir-se.

É como compreender
que para estar junto é preciso
unir’sem desordem.)

Seus olhos caminhavam cheios de encontro.
No cruzar de sua permissão
despida, desorientava julgamentos excessivos.
Não há nada capaz de escapar

o vazio

entre o foco e a claridade
de uma retina entregue. (Aqui cores
banham emoções sem dor, abrem
os braços e desfazem enganos
sozinhos.

Não há
nada em si que se deixe espalhar

sem estar inteiro.)

- Por favor,
pedaços pequenos
só serão restos se deixados
largados
ao peso
do tempo. (Já não sabemos mais
como voltar atrás.)

5 comentários:

Katyussa Veiga disse...

..os pés fragmentam angústia

espirrando dor na calçada

Samia Mounzer disse...

muito, muito bom.

apedrinha disse...

( :

Burlesca disse...

Somente me despiria embriagada de suas palavras

.Mayke M disse...

nada em si que se deixe espalhar

sem estar inteiro.


*por algum motivo isto soa muito bem.