segunda-feira, 21 de junho de 2010

Yellowdog

Cúando o vi pulando amarelinha no teto suspeitei de pronto que o boato de outrora poderia enfim fazer sentido. Entretanto, antes que o suspiro se confirmasse nossos óleos se derreteram. Sob a água que caía daqueles três pés a fritura liquefez em nuas nuvens que iam e vinham. Enquanto a moldura tomava forma de bronze de busto relembrei nossas ligações saturadas. Antes da quarta ponte se edificar em carbono, moléculas de hidrogênio construíram alvéolos em perspectiva menor dentro de mim.

Eles estavam certos. A gravidade não coincide com os fatos.



- Mas falta alguma coisa.
- Falta. O caderninho vermelho, as páginas em branco.
- Quero chover sem parar na sua janela.

4 comentários:

pedrinha disse...

sobravam cadeiras tortas, no desalento do tempo.

- e agora, cai d'aonde?

ondas disse...

atrás da primeira página sujei algumas palavras de mim.

árvore disse...

da versão dos fatos tirava as melhores vigas para construir cadeiras tortas e chão descalços.

Salamandra Malandra disse...

chove plumas, chove sem parar...