sexta-feira, 16 de abril de 2010

I'm a fucking stealer


Agora que os membros estão rígidos e o sangue se faz pedra nas veias. [Ontem] Agora que o encéfalo se esboroa e destaca das secas meninges esverdeadas. [Crisântemos] Agora que a carne balofa visita a dureza do basalto e os intestinos dilatam ao inchaço azul de não expelidos excrementos. [Passado] Agora que a necessária morte exata me invadiu desde o cerne das unhas que pesa mais em meus ombros dobrados, já cadáver.[Sorridente]

Agora eu sou do lado de cá da morte onda branca, perdida no âmago do mar azul, que te acaricia e chama. (Piauí em chamas abertas e afagos omissos). Eu sou o mar que pede a morte daqueles que não sabem nadar, e sorri com cada afogamento adestrado. Eu sou o mar que adora crianças em perigo, a gritar os nomes das mães drogadas de sol a beira-mar, queimando sob meu amigo sol, procurando uma beleza que não reside na vida. A morte que me venha em véus e súbitos lampejos de blush pedrificado! Rebecas, atirem seus blushs sobre a catedral e queimem os bispos!!!

Agora cheiro profundo, de dentro do meu nariz escarnecido, pelo tempo e pelo pó do tempo. E pelo pó.
Eu broto da areia molhada/encharcada com um olhar curioso de quem espera a morte afundar seus pés em meus lábios arenosos. Meus lábios que já experimentaram de tudo, menos tuas águas;
Me misturo então as algas e detritos. {um trem se precipita sobre a indústria suja dos cantos/recantos em mantos do rio brejo: eu sou agora Costela de Adão! E as crianças agora queimam sob o sol, queimam suas mães e jantam as partes íntimas dos bispos. Dividem com as moscas o meu amor por ti. E enchem suas pequenas barriguinhas de carne sacro-santa.

O papa canta em cantos gregorianos: Criancinhas, criancinhas, criancinhas...e é tão belo ver o papa apaixonado pelas criancinhas verdes, esperando o deflore.

Sou também um barco à deriva, de velas desfraldadas, pedindo-te, em socorro, um beijo. Mas quem socorre quem?, Quem, seo Bombeiro de asas quebradas e avenidas de lanterna vermelha::::::: O amor pede socorro, enfim? Ou é a morte disfarçada de Mae West que me excita com a mão esquerda? Uma punheta milenar. Dedos calmos, a me matar as vontades.

A Lua, no horizonte. E a lua grita iniquidades oblíquas.
)O - blí - quas(
E sou seus reflexos de prata, na quietude do lago adormecido/encarecido por um pagamento qualquer. A lua morre, fraca de câncer. A lua é fraca.

Lago-puta de centavos alheios.

Nº32 - Eu sou a tempestade súbita, grossas bátegas jorrando impetuosamente, de uns olhos que te querem ver. (Quem dera eu fosse um qualquer querente vidente em mãos de urso panda).
Eu sou o mar! [do forno que não acende mais...]
Revoltado, sereno, liberto e...só!
Eu sou o mar! Eu sou um bêbado mar borginiano. Shhhhhiiiiiii, fale baixinho - mas tenho sede de seu sangue.
E te abraço e envolvo. (envolve, envolve, engorde, minha porca...;

VEM>Banha-te em mim, bebe o Sol dourado das minhas cristas, ajuda-me a acalmar as fúrias, mergulha nas minhas águas, violando-me!
Eu sou o mar! [mais uma vez, mar vultoso azul parêntese]
Peixe, sereia, Neptuno; um sereal killer de oceânidas.
UMA grande puta amarela, comedora de peixes e feixes.

Serei tua viagem de hoje, repetida sempre, que me abrasa.
Como naquele dia que a morte nos guiou pelos corredores dos templos liquefeitos..............
Navega-me, sente o meu murmúrio, que é grito, lamento e apelo, "qdo eu peço um pouco mais de falta de ar debaixo de água fervendo"
sem medo, meu labor...
A morte.

A morte.
Só a morte. Em intervalos televisivos.
A sorte.

2 comentários:

fochesatto disse...

circunacheiração episcrotal, robin.

Salamandra Malandra disse...

Santa injustiça Batman. Eu só peço do mundo um dog alemão compreensivo e nem isso me dão.