quarta-feira, 28 de abril de 2010

Escorriam-lhe sentidos por entre as formas. Despertara agora em um sonho onde as emoções se amontoavam em densidades das quais se criavam em corpos.

Vestiu-se do seu, subitamente maravilhado com a descoberta de sua complexidade múltipla infinita de dois - divisível das mesmas raízes arredondadas de resultados contínuos, fractais e perfeitos.


No mesmo instante em que se apossara dessa consciência de ser espalhado em pulsão, adquiriu desníveis vibratórios, camadas emanadas em frequências alternáveis que se acumulavam e propagavam em peso e cor.


Sentiu olhos para brincar de fragmentar dimensões superficiais e reencontrar segredos menores, enquanto passeava entre as lembranças apreendidas como movimentos naturais de sua mais nova consistência.

Já havia esquecido de todos os detalhes de abrir-se eterno em si, quando se percebeu incerto de tudo que poderia revelar-se num espaço fechado de corpo tomado pela trajetória de existir.


Decidiu mergulhar em sua aventura, sem restrições confusas por replicar memórias que só caberiam aos fatos contados.

Tinha um universo a experimentar. Ilimitada-mente.

3 comentários:

fochesatto disse...

segredos menores s/a.

Salamandra Malandra disse...

Tudo que contem um pouco de cor/dor, deserto e movimento é eterno e terno.

Mas as folhas continuam a cair do lado de fora da janela aberta, percebe?

árvore disse...

nós, aqueles que preferem derrubar janelas