domingo, 14 de agosto de 2011

A Janela

de Paulo Bomfim


Na parede do mundo abre-se a janela:
Somos paisagem.

O olhar cruzou fronteiras de vidro:
Somos estrangeiros.

A alma navega em barcos de luz:
Somos naufrágio.

Pássaros flutuam na manhã cobalto:
Somos cantiga.

Surge a lua nova em nossa lucidez:
Somos transparência.

Na parede do mundo fecha-se a janela:
Somos a viagem.

terça-feira, 12 de julho de 2011

quando me distraio sob teu silêncio somente esse vento, frio e seco, é capaz de redesenhar o gosto das marcas de sua sede cravada em minha pele

com sorte, ele também congela a lembrança impressa de teu corpo amargo em minha vadia-língua







segunda-feira, 13 de junho de 2011

 “é que cuiabano quando faz frio a cabeça trava, o corpo rejeita, mente nubla, o futuro tem pressão baixa”.
- quatrocentos e oito sul né?
- é.
- quatrocentos e oito sul: aí vamos nós!
 (vamos)