sábado, 6 de março de 2010

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Go down
Where it’s warm inside
Go down
Where I cannot hide
Go down
Where all life begins
Go down
That’s where my love is

sexta-feira, 5 de março de 2010


Irmã,


Li seus ruídos atenciosamente. Embora não compartilhe de sua logística conceitual do rei dos apostos, externalizo minha complacência e benevolência aos fatos enlatados que revelaste em mantra fúcsiano. Adiciono à medida, minha gratidão pela prestação de contas na última campanha de doação de hipotálamos. Digo, convocarei o edital solicitado o mais rápido possível. Prometo empregar todas as suas conjunções recém formadas até o fim do mês passado. Vou impugnar também a comissão parlamentar, não haverá concorrência. Os conselheiros prometeram que seguirão meu conselho. Eles devem aprovar a moção de aplausos para antes mesmo do final do discurso. Outra coisa, não sei quem é que anda falando por mim, mesmo assim assino embaixo que pretendo ir ao seu encontro, a priori em embalagem de dois. Admito que mal posso esperar para conhecer o Camilo. Parcelei minhas próximas sete vidas pré-ocupada com a forma e o jeito que ele tem. Se fala baixo, se pede o cardápio, se desfaz descansos de copo enquanto enche e esvazia copos, se faz planos plácidos, se veste aquele abismo que o enviei no último aniversário, se ganhou dous troféis graças a qualquer talendo inoxidável no manoseio de palmitos, se é clint eastwood com mais praia, enfim. Por favor, cuide da alimentação (hoje mesmo comi algo que não me caiu bem), e reserve a sombra para meu triciclo, ou me espere na nossa velha árvore inflável.

Irmã

segunda-feira, 1 de março de 2010

Um dia

o homem caminhava sem olhar para trás, ou para os lados. seguia apenas os passos de suspés gigantescos, seu tênis e cadarços soltos
entrou numa cafeteria, comprou seu café sem açucar, expresso, sentou-se à frente da avenida. saboreou aquele momento de preparação, teria de atravessar ainda alguns percalços antes de chegar à praça
ele tinha nome, e tinha amigos. s empre sorria, e cantava como se não importasse nada. era um  garoto grande e barbado, seu sonho: ser thurston moore. mas nem guitarra tinha
ele às vezes pensava que era um personagem de alguém que sonhava. sentia-se como tal. o que o tornara aquilo que ele era, e a roupa que vestia, e avoz que tinha, senão a imaginação de um outro que sonhava?
caminhava pela avenida pouca movimentada da universidade. depois da chuva, caminhar era bom, mas não era isso que ele sentia embora disso soubesse. ele sentia uma pequena ansiedade, não se sabe se do café, ou da saudade
entrara no boa. caminhava a passos largos, não tanto por pressa quanto por experiência, se ela não estivesse lá, não seria a primeira vez que. e ele já se acustumava a essa sensação de gato de schröndiger.
 
atravessara a rua de sua penúltima moradia e avistava a curva para chegar à praça. Já vai atravessar.