Sete horas, o ponto da manhã. As ordens eram claras: roupas impermeáveis no corpo e molhadas no lixo. Enquanto os colombianos venezianos afro-marcianos limpavam quase em desespero suas janelas pro mundo, deixei a minha embaçada só para entortar a paisagem.
Mais um dia de aula acerca, acima, íntimo e aparentemente, das coisices dentro do caminhão.
Um: aqui é meio de tarde o dia inteiro. Dois: cachorro gosta de vento e água fria. Três: no parabrisas água cai para cima. Quatro: ao invés de catarata, os jardins japoneses de Monet foram pintados sob efeito vidro molhado. Cinco: é inevitável espirrar manuelismos mesmo longe do Pantanal. E a gota d' água: até na chuva linha reta tem limitação.